sábado, 25 de janeiro de 2014

Diz uma velha para outra velha...

Diz uma velha para outra velha: "Se eu chegar a velha..." Olhei para uma, olhei para outra e vi duas velhas. De onde se prova que nesta vida tudo é relativo. Nada a ver com as velhas (termo vernáculo e antigo para cidadão sénior, claro), pois neste momento, deslocado de casa, estou a ver um belo edifício de vários pisos, de tons claros e belas varandas, ideais para se estar a apanhar sol ou sombra ou ar, para ler, para blogar, para ver as vistas. E o que fizeram às varandas? Taparam-nas com todo o tipo de marquises possíveis de imaginar (pelo menos por algumas mentes). Eu, que adoro varandas, olho para aquilo e não consigo conceber disparate maior. Tornar o prédio escorreito num arco-íris não previsto pelo arquitecto, além de ser um atentado ao seu trabalho, um desrespeito pela lei e uma estupidez, revela bem o que vai na cabeça de algumas pessoas. Ganhar dois ou três metros quadrados de área coberta? Para quê? Qual a utilidade da coisa? Diz uma velha para outra velha...


Publicado originalmente no dia 9 de Agosto de 2009

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